04 outubro, 2006

 

Liberdade em Sampa




No táxi, tive que ouvir "que programinha"... mas logo vi que estava certa.

Um passeio na Liberdade, tão pertinho, quebra totalmente a rotina visual, tátil e olfativa da nossa vida caretinha em São Paulo: parque-restaurante-cinema-restaurante. Eu percebi que não vivo sem uma oxigenada, sem ver coisas diferentes, pessoas diferentes. Necessidade de sair da rotina... esse cliché tão necessário. Por isso que me marcou tanto a ida até o
Rancho 53, na Castelo, onde comi um excelente bacalhau (escoltado por um ótimo vinho). Vou ver se faço outro post sobre ele qualquer dia. Voltando então à Liberdade, sem o perdão do trocadilho.



Eu tinha em mãos o mapinha publicado na VIP deste mês, matéria de abre da seção Zero Onze, feita pelo Maurício Svartman. Já tinha escolhido os lugares que eu queria ir de qualquer jeito: a Bakery Itiriki, que serve suco de pobá e vários pães, salgados e doces em cestinhas fofas de vime, a pastelaria Yoka, 100% japa, a Feirinha da Liberdade, que funciona até as 19h no domingo, terminando com um almoço no Taizan, que segundo o Maurício, é o melhor chinês da cidade.



Logo vi que o programa não seria assim, tão redondinho. Tinha muuuuita gente. Fomos de taxi, mas vale mais a pena ir de metrô. Saímos na Galvão Bueno mesmo e demos de cara com a Pomona, loja de carâmicas, mini Budas, artigos orientais em geral.



As lojas de artigos orientais são muito, muito legais. Valem a viagem. Tem também várias lojas de coisas de cozinha, cosméticos... muita variedade e preços ótimos. Passamos na feirinha, mas estava inpenetrável de tanta gente (abaixo, o visu dos bastidores).




Tava muito sol também, então acabamos saindo pela Rua dos Estudantes e fomos comer o pastel do Yoka. Eu pedi de queijo, não quis explorar as opções japas diferentonas... mas ainda assim me surpreendi: era de queijo minas! Sim, porque se eu quisesse mussarela, tinha que ter pedido de pizza, com tomate. De queijo era só minas mesmo... e estava ótimo, muito bom mesmo. De lá passamos na Bakery, uma graça, até o Andre se surpreendeu. Lindinha, bem arrumada... mas lotada. Não deu pra comprar nada.




Terminamos por ali e voltamos pra Galvão Bueno, sentido Taizan, que era uma 4 ou 5 quadras pra baixo. No caminho paramos em várias lojinhas legais, como a Kanazawa, loja de doces de moti (arroz) e feijão que vende também várias quinquilharias simpáticas.




Entrar no Taizan foi um refresco, salão amplo e arejado, bem classicão - o restauras, aliás, tem 30 anos. O cardápio é imenso, então fomos no certeiro yakissoba e no frango crocante com molho de gengibre. Tudo beeem oleoso, claro, mas também bem gostoso. Confesso que me senti mal o resto do dia, com tanta fritura na barriga, mas valeu. Na saída, passamos por hordas orientais, e sob as lamparinas vermelhas redondas me senti, por um momento, na Ásia mesmo. A conclusão é que nem que eu tenha que ouvir muitos "que programinha" vou escapar regularmente da minha rotina paulistana. Nada como poder viajar sem sair da cidade.


(As fotos foram tiradas da Palm, por isso a baixa qualidade.)

BAKERY ITIRIKI:: Rua dos Estudantes, 24, tel.: 3277-4939
POMONA:: Rua Galvão Bueno, 174, tel.: 3207-7268
PASTELARIA YOKA:: Rua dos Estudantes, 37, tel.: 3207-1795
KANAZAWA:: Rua Galvão Bueno, 379, tel.: 3207-1801
TAIZAN:: Rua Galvão Bueno, 554, tel.: 3208-9498




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